Género: Romance
Páginas: 304
Editora: Civilização
Cortesia de: Clube dos livros
Beth Lowe recebe uma encomenda.
Lá dentro há uma carta que a
informa da morte da mãe, com quem cortou relações há muito tempo, e um
álbum de recortes que Beth nunca tinha visto. Tem um título – Álbum de
Verão – e está repleto de fotografias e lembranças reunidas pela mãe
para recordar os sete gloriosos verões que Beth passou na Hungria rural
quando era criança.
Durante esses anos Beth dividia-se entre os pais divorciados e dois
países muito diferentes. A sua encantadora mas imperfeita mãe húngara e o
seu pai inglês carinhoso mas reservado, a fascinante casa de uma
artista húngara e uma casa de campo sem vida no interior de Devon,
Inglaterra. Esse tempo terminou do modo mais brutal quando Beth
completou dezasseis anos.
Desde então, Beth não voltara a pensar
nessa fase da sua infância. Mas a chegada do Álbum de Verão traz o
passado de volta – tão vivo, doloroso e marcante como nunca.
Este livro deixou-me dividida. Por um lado não atingiu bem as minhas expectativas, provavelmente por as ter tão elevadas. Por outro tem passagens muito bonitas. Realmente bastante contraditório.
A relação de Beth com o pai é bastante estranha, não é que mais tarde não venha a fazer sentido, mas quando iniciamos a leitura foi uma das partes de que não gostei. A forma como ela terá lidado com as revelações, com a prenda que o pai lhe deixa no colo por assim dizer, é bastante realista, provavelmente muitas pessoas reagiriam assim.
Depois temos o espírito livre de Marika que deixa a filha regressar sozinha com o pai. Que mãe tomaria essa atitude.
Como eu disse um livro que me deixou com um vasto leque de sentimentos todos eles muito contraditórios.

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