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domingo, 8 de março de 2015

A filha do barão

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580 páginas


Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país. No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afecto incorruptível, disposto a mostrar-lhe que a vida é mais do que um leque de obrigações.

Bem nem sei bem o que diga... aquele final matou-me.
Adorei. por diversos fatores. O primeiro os factos históricos novos que aprendi. Acho que um histórico só está bem escrito quando nos ensina algo e tenho muito o hábito de depois ir pesquisar mais acerca da época e se realmente é como escreveram e neste caso isso aconteceu.
Depois a escrita, para quem como eu acompanha esta autora desde o Demência, nota-se o amadurecimento, a forma como faz as descrições. Muito bom.
E depois a trama em si, nem sei que vos diga. Não gosto daquela mãe, apesar de compreender o porquê de ela ser assim. A própria Mariana no início era uma criança mimada e depois cresceu.
enfim tem todos os ingredientes para nos deixar presos até à última página.
Recomendo.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Demência

No seio de uma aldeia beirã, Olímpia Vieira começa a sofrer os sintomas de uma demência que ameaça levar-lhe a memória aos poucos. A única pessoa que lhe ocorre chamar para assisti-la é a sua nora viúva, Letícia. Mas Letícia, que se faz acompanhar das duas filhas, tem um passado de sobrevivência que a levou a cometer um crime do qual apenas a justiça a absolveu. Perante a censura dos aldeões, outrora seus vizinhos e amigos, e a confusão mental da sogra, Letícia tenta refazer-se de tudo o que perdeu e dos erros que foi obrigada a cometer por amor às filhas. O passado é evocado quando Sebastião, amigo de infância de Olímpia, surge para ampará-la e Gabriel, protagonista da vida paralela que Letícia gostaria de ter vivido, dá um passo à frente e assume o seu papel de padrinho e protector daquelas três figuras solitárias…




Adorei, adorei. Este desafio de ler um livro de um autor português por mês têm-me revelado surpresas tão boas e este foi sem dúvida uma delas.
Representa tão bem o nosso povo, com tudo o que ele têm de bom e de mau. Demonstra o que a violência doméstica pode fazer a uma pessoa. Achei Sebastião uma pessoa adorável e também gostei de Gabriel apesar de ele ter cometido tantos erros e tão graves no final dez o correcto, apoiou o seu grande amor.
Este tem mesmo de vir para a minha estante :)